Dias a seguir a ter estado na casa do Mário, andava inquieta, não tinha conseguido encontra-lo mais, ia ao jardim, mas só via os amigos dele, do Mário nada, não queria falar com eles e perguntar, não gostava deles.
Um dia pensei que pudera ter ficado doente, e dei uma volta mais longa passando pela casa onde me tinha levado da última vez, tudo fechado, nem parecia que vivia ali alguém, não tive coragem de tocar a porta dele, e se os pais atendessem, que dizia?
Continuem a ir até ao jardim sempre na esperança de o ver, até que alguém se aproximou de mim.
Estava a preparar-me para ir embora, quando um dos amigos do Mário se aproximou de mim.
- Tu estás a espera do Mário?
Olhei para cima, pois estava a guardar o livro quando ele chegou a minha beira. Cabelo negro, olhos castanhos, franzino, suponho que seja o menino de recados do grupo, não que eu achasse que aquele grupo teria medo de mim.
- E se tiver, que tens haver com isso? - Estava com raiva. não sabia porquê, mas ao falar reparei que ele olhou para trás e olhando além dele reparei que o grupo se mantinha a distancia a olhar para mim, e começaram a aproximar-se. Pensei logo que seria melhor sair dali, não podia ser coisa boa.
- Então estás mesmo a espera do Mário. - disse outro amigo que se ajuntava com o grupo.- Ele não te disse nada???? A família do Mário mudou-se à 3 dias atrás, ele já não está cá.
Paralisei..... - O quê? - foi a única coisa que consegui dizer.
- Foram embora, pai do Mário foi transferido para o estrangeiro, ele foi com eles.
Fiquei zonza, não sei se desmaiei, mas lembro-me de ter fechado os olhos, quando os abri todos eles estavam a segurar para eu não bater com a cabeça no banco, um deles tinha ido chamar a mãe que trabalhava num café ali no jardim, e tinha uma senhora a segurar um copo com água a dizer para eu beber.
- Que se passou???
- Parece que apanhas-te muito sol e desmaias-te os rapazes seguraram em ti, e o meu filho foi chamar-me. Estás melhor, tens aqui água bebe.
Bebi, não por vontade, mas porque todos os olhos estavam em cima de mim, e senti que se bebesse paravam de olhar.
- Como te sentes?
- Melhor obrigada pela água.
- Os rapazes levam-te a casa, melhor descansares.
- Obrigada. - Não sabia que mais dizer, só que ao tentar levantar-me os rapazes seguraram com medo que eu caísse de novo, apesar de eu já estar totalmente bem.
A ida para casa o silêncio era constrangedor, estava ladeada por 5 rapazes, tão estranho.
- Desculpa. - adiantou um deles - Nunca pensamos que desmaiasses, e que não sabias. O Mário disse que ia falar contigo.
Pois ia - pensei eu, e tentou, mas porque não conseguiu.
- Chegamos. - disse eu - Obrigada
E sem olhar para trás, entrei em casa, segui para o quarto, e desabei, chorei, como se nunca tivessem derramado lágrimas antes, chorei.
Um dia pensei que pudera ter ficado doente, e dei uma volta mais longa passando pela casa onde me tinha levado da última vez, tudo fechado, nem parecia que vivia ali alguém, não tive coragem de tocar a porta dele, e se os pais atendessem, que dizia?
Continuem a ir até ao jardim sempre na esperança de o ver, até que alguém se aproximou de mim.
Estava a preparar-me para ir embora, quando um dos amigos do Mário se aproximou de mim.
- Tu estás a espera do Mário?
Olhei para cima, pois estava a guardar o livro quando ele chegou a minha beira. Cabelo negro, olhos castanhos, franzino, suponho que seja o menino de recados do grupo, não que eu achasse que aquele grupo teria medo de mim.
- E se tiver, que tens haver com isso? - Estava com raiva. não sabia porquê, mas ao falar reparei que ele olhou para trás e olhando além dele reparei que o grupo se mantinha a distancia a olhar para mim, e começaram a aproximar-se. Pensei logo que seria melhor sair dali, não podia ser coisa boa.
- Então estás mesmo a espera do Mário. - disse outro amigo que se ajuntava com o grupo.- Ele não te disse nada???? A família do Mário mudou-se à 3 dias atrás, ele já não está cá.
Paralisei..... - O quê? - foi a única coisa que consegui dizer.
- Foram embora, pai do Mário foi transferido para o estrangeiro, ele foi com eles.
Fiquei zonza, não sei se desmaiei, mas lembro-me de ter fechado os olhos, quando os abri todos eles estavam a segurar para eu não bater com a cabeça no banco, um deles tinha ido chamar a mãe que trabalhava num café ali no jardim, e tinha uma senhora a segurar um copo com água a dizer para eu beber.
- Que se passou???
- Parece que apanhas-te muito sol e desmaias-te os rapazes seguraram em ti, e o meu filho foi chamar-me. Estás melhor, tens aqui água bebe.
Bebi, não por vontade, mas porque todos os olhos estavam em cima de mim, e senti que se bebesse paravam de olhar.
- Como te sentes?
- Melhor obrigada pela água.
- Os rapazes levam-te a casa, melhor descansares.
- Obrigada. - Não sabia que mais dizer, só que ao tentar levantar-me os rapazes seguraram com medo que eu caísse de novo, apesar de eu já estar totalmente bem.
A ida para casa o silêncio era constrangedor, estava ladeada por 5 rapazes, tão estranho.
- Desculpa. - adiantou um deles - Nunca pensamos que desmaiasses, e que não sabias. O Mário disse que ia falar contigo.
Pois ia - pensei eu, e tentou, mas porque não conseguiu.
- Chegamos. - disse eu - Obrigada
E sem olhar para trás, entrei em casa, segui para o quarto, e desabei, chorei, como se nunca tivessem derramado lágrimas antes, chorei.