Não precisei responder, após um breve silêncio, em que a voz do Mário ecoava na minha cabeça, a minha face decidiu responder o que pensava mas a minha boca não queria dizer.
Vi um sorriso desenhar-se nos seus lábios.
Mário: Queres ir dar uma volta?
Acenei com a cabeça o melhor que podia, de modo a não pareçer uma idiota completa, escondida num canto qualquer a espera de um rapaz.
Saimos os dois em direcção à praia, com os assobios dos amigos dele. E ele a enviar-lhes um olhar matador.
Seguiamos lado a lado, a minha timidez impedia de levantar a cabeça do chão, e pelos vistos a iniciativa dele estava também a sofrer algum bloqueio.
No entanto eu não precisava de palavras para saber o quanto estava a saber bem aos dois.
Paramos por momentos, virados para a praia.
- Então.... moras perto do jardim ? - perguntou ele.
- Sim, passo pelo jardim todos os dias, na vinda da escola. - respondi sem tirar so olhos do chão.
A emoção era avassaladora, os dois sozinhos, a praia, o barulho das ondas.
O coração palpitava tanto que tinha medo, se me vira-se para ele, o meu bater seria denúnciado, sairia do peito e bateria nele.
Senti a sua mão a pegar na minha.
Instintivamente olhei para ele.
- Posso, não posso?
Não, consegui responder.... aqueles olhos prendiam-me, percorriam a minha alma, e iam direitos ao coração, perdi-me neles completamente.
No meio de tudo, sentia-me envergonhada, e tentei mudar de assunto.
- Gosto de te ver jogar. - disse a medo.
- Gostas? Sabes um dia vou ser um grande jogador de futebol. Ando numa escola de futebol e tudo.
Adoro correr, adoro o sentimento...
Olhava para ele, enquanto ele virado para o mar, falava no seu sonho. a maneira como as suas expressões mudaram quando começou a falar de futebol, como ele brilhava com o entusiasmo, e cada vez me parecia mais atraente, como se eu estivesse enfeitiçada e ele fosse o meu feitiço.
E depois parou e fitou os meus olhos.
Minha mente ficou em branco, só sentia o calor dos lábios dele, quando se colaram aos meus.
Já não existia nada a esconder.
Já não existia nada a negar.
Já só existia eu e ele.
Vi um sorriso desenhar-se nos seus lábios.
Mário: Queres ir dar uma volta?
Acenei com a cabeça o melhor que podia, de modo a não pareçer uma idiota completa, escondida num canto qualquer a espera de um rapaz.
Saimos os dois em direcção à praia, com os assobios dos amigos dele. E ele a enviar-lhes um olhar matador.
Seguiamos lado a lado, a minha timidez impedia de levantar a cabeça do chão, e pelos vistos a iniciativa dele estava também a sofrer algum bloqueio.
No entanto eu não precisava de palavras para saber o quanto estava a saber bem aos dois.
Paramos por momentos, virados para a praia.
- Então.... moras perto do jardim ? - perguntou ele.
- Sim, passo pelo jardim todos os dias, na vinda da escola. - respondi sem tirar so olhos do chão.
A emoção era avassaladora, os dois sozinhos, a praia, o barulho das ondas.
O coração palpitava tanto que tinha medo, se me vira-se para ele, o meu bater seria denúnciado, sairia do peito e bateria nele.
Senti a sua mão a pegar na minha.
Instintivamente olhei para ele.
- Posso, não posso?
Não, consegui responder.... aqueles olhos prendiam-me, percorriam a minha alma, e iam direitos ao coração, perdi-me neles completamente.
No meio de tudo, sentia-me envergonhada, e tentei mudar de assunto.
- Gosto de te ver jogar. - disse a medo.
- Gostas? Sabes um dia vou ser um grande jogador de futebol. Ando numa escola de futebol e tudo.
Adoro correr, adoro o sentimento...
Olhava para ele, enquanto ele virado para o mar, falava no seu sonho. a maneira como as suas expressões mudaram quando começou a falar de futebol, como ele brilhava com o entusiasmo, e cada vez me parecia mais atraente, como se eu estivesse enfeitiçada e ele fosse o meu feitiço.
E depois parou e fitou os meus olhos.
Já não existia nada a esconder.
Já não existia nada a negar.
Já só existia eu e ele.
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