Dois adolescentes apaixonados, que puderia correr mal...
Ia ter com ele todos os dias, a mesma hora.
Levava comigo um livro, que fingia ler, sentada no banco, de modo a esconder que o observava enquanto jogava com os amigos.
Sempre que chegava ele ria-se para mim. Sabia bem que nem de uma página eu passava, e que por de cima do livro eu olhava para ele.
Depois daquele dia na praia, que eu ia ter com ele. No inicio, esperava até o jogo acabar, sei que ele me procurava mal chegava, mas eu escondia-me, não queria que os amigos dele me vissem e gozassem, e só no final ia ter com ele.
Um dia:
- Porque te escondes quando chegas? - perguntou ele.
- Hmmm... Bem... Não me sinto muito a vontade com os teus amigos.
- Mas eles ja sabem sobre ti.
- Sabem???? Mas... fico envergonhada. - corando.
- Sim, mas.... podes ver-me do banco, e só venho ter contigo no final do jogo, assim vês-me jogar.
- Já te vejo de onde estou...
- Sim, mas eu não te vejo a ti, e gosto de te ver quando chego.
Corei ainda mais. Ele parecia saber como me convençer.
- Vou tentar, mas não prometo nada.
- Sem promessas. Ok
E cá estou eu... sentada num banco de jardim, com um livro a tapar-me a cara, ou quase, do qual não passo da mesma página, só para o ver chegar e sorrir para mim. Estou no céu , apesar de no inicio ter ouvido algumas "boquinhas", elas acabaram por desapareçer.
Ficava a ve-lo jogar, cabelo ao vento enquanto corria, olhos brilhantes cada vez que rematava, e o sorriso que me mandava cada vez que marcava, e o quanto eu enterrava a cara no livro, para ninguem me ver corar.
No final, ele despedia-se dos amigos e vinha ter comigo, eu fazia-me sempre de surprendida por ele estar ao pé de mim, como se estivesse muito focada a ler o livro. Normalmente ai, ainda ouvia-mos alguem dizer alguma coisa, mas já estavamos a andar para o nosso local preferido, e não passavam de sussurros no ar.
O silêncio imperava por uns tempos, nunca sabia como começar a conversa.
E ele acabava por me perguntar sempre a mesma coisa.
- Que parte estás do livro?
- AHHHH... o livro, sim .... naquela que a irmã vai falar com o vizinho.
- Não era essa a mesma parte de ontem?
- Hmmm pois... estou com algumas dificuldades em sair dessa página.
- Acredito...-rindo-se
- O que tem tanta piada?
- Nada.
Silêncio
O caminho a praia não era muito longe. O jardim era no meio de um secção de prédios duas ruas abaixo da praia, mas parecia sempre longo.
Mal chegavamos a praia,a paixão não aguentava mais. Mesmo só passando duas ruas, pareciamos sempre acelerar o passo, como se o mais importante fosse o chegar até lá.
Depois de uma zona onde o muro é mais alto e dele sai um aglomerado de rochas, onde dá perfeitamente para sentar sem ser visto na rua, mas com uma vista maravilhosa da praia e do mar.
Ele envolvia sempre o braço nos meus ombros e dizia:
- Estás a gostar de estar comigo?
- Claro... senão não estava.
- Sim, mas... nunca pareçe que estejas a gostar, já estamos juntos a 3 semanas, e nunca te vejo a pegar na minha mão, sou sempre eu a começar.
- Sabes que sou envergonhada.
- Sim, mas estamos sozinhos agora.
Olhei para ele, sei que ele começava sempre a dar o beijo, eu ficava ali a espera, mas tinha vergonha demais para ser eu a dar o beijo. E se lhe acertasse na testa, ou no nariz, ficava completamente envergonhada se ele desata-se às gargalhadas, se eu falha-se.
- Tens de ter mais confiança. - dizia ele.
Olhei para ele, sobrolho meio levantado.
- Ok. Fecha os olhos.
- O quê? Para que queres que...
Interrompi e disse:
- Fechas ou não?
- Está bem. Prontos estão fechados.
Lá olhei para ele, de olhos fechados, apeteçeu-me rir, mas tinha de me concentrar.
Segurei a cara dele com as duas mãos e dei-lhe um beijo.
Ele abraçou-me e segurando em mim, foi-me puxando para ele.
Tentei largar...
- Hey, assim não vale.
- Que foi, sabe tão bem ter-te a dar-me um beijo, quis ter a certeza que não fugias.
- Lá estás tu. - dizia eu corando.
E deixei-me levar.
Ia ter com ele todos os dias, a mesma hora.
Levava comigo um livro, que fingia ler, sentada no banco, de modo a esconder que o observava enquanto jogava com os amigos.
Sempre que chegava ele ria-se para mim. Sabia bem que nem de uma página eu passava, e que por de cima do livro eu olhava para ele.
Depois daquele dia na praia, que eu ia ter com ele. No inicio, esperava até o jogo acabar, sei que ele me procurava mal chegava, mas eu escondia-me, não queria que os amigos dele me vissem e gozassem, e só no final ia ter com ele.
Um dia:
- Porque te escondes quando chegas? - perguntou ele.
- Hmmm... Bem... Não me sinto muito a vontade com os teus amigos.
- Mas eles ja sabem sobre ti.
- Sabem???? Mas... fico envergonhada. - corando.
- Sim, mas.... podes ver-me do banco, e só venho ter contigo no final do jogo, assim vês-me jogar.
- Já te vejo de onde estou...
- Sim, mas eu não te vejo a ti, e gosto de te ver quando chego.
Corei ainda mais. Ele parecia saber como me convençer.
- Vou tentar, mas não prometo nada.
- Sem promessas. Ok
E cá estou eu... sentada num banco de jardim, com um livro a tapar-me a cara, ou quase, do qual não passo da mesma página, só para o ver chegar e sorrir para mim. Estou no céu , apesar de no inicio ter ouvido algumas "boquinhas", elas acabaram por desapareçer.
Ficava a ve-lo jogar, cabelo ao vento enquanto corria, olhos brilhantes cada vez que rematava, e o sorriso que me mandava cada vez que marcava, e o quanto eu enterrava a cara no livro, para ninguem me ver corar.
No final, ele despedia-se dos amigos e vinha ter comigo, eu fazia-me sempre de surprendida por ele estar ao pé de mim, como se estivesse muito focada a ler o livro. Normalmente ai, ainda ouvia-mos alguem dizer alguma coisa, mas já estavamos a andar para o nosso local preferido, e não passavam de sussurros no ar.
O silêncio imperava por uns tempos, nunca sabia como começar a conversa.
E ele acabava por me perguntar sempre a mesma coisa.
- Que parte estás do livro?
- AHHHH... o livro, sim .... naquela que a irmã vai falar com o vizinho.
- Não era essa a mesma parte de ontem?
- Hmmm pois... estou com algumas dificuldades em sair dessa página.
- Acredito...-rindo-se
- O que tem tanta piada?
- Nada.
Silêncio
O caminho a praia não era muito longe. O jardim era no meio de um secção de prédios duas ruas abaixo da praia, mas parecia sempre longo.
Mal chegavamos a praia,a paixão não aguentava mais. Mesmo só passando duas ruas, pareciamos sempre acelerar o passo, como se o mais importante fosse o chegar até lá.
Depois de uma zona onde o muro é mais alto e dele sai um aglomerado de rochas, onde dá perfeitamente para sentar sem ser visto na rua, mas com uma vista maravilhosa da praia e do mar.
Ele envolvia sempre o braço nos meus ombros e dizia:
- Estás a gostar de estar comigo?
- Claro... senão não estava.
- Sim, mas... nunca pareçe que estejas a gostar, já estamos juntos a 3 semanas, e nunca te vejo a pegar na minha mão, sou sempre eu a começar.
- Sabes que sou envergonhada.
- Sim, mas estamos sozinhos agora.
Olhei para ele, sei que ele começava sempre a dar o beijo, eu ficava ali a espera, mas tinha vergonha demais para ser eu a dar o beijo. E se lhe acertasse na testa, ou no nariz, ficava completamente envergonhada se ele desata-se às gargalhadas, se eu falha-se.
- Tens de ter mais confiança. - dizia ele.
Olhei para ele, sobrolho meio levantado.
- Ok. Fecha os olhos.
- O quê? Para que queres que...
Interrompi e disse:
- Fechas ou não?
- Está bem. Prontos estão fechados.
Lá olhei para ele, de olhos fechados, apeteçeu-me rir, mas tinha de me concentrar.
Segurei a cara dele com as duas mãos e dei-lhe um beijo.
Ele abraçou-me e segurando em mim, foi-me puxando para ele.
Tentei largar...
- Hey, assim não vale.
- Que foi, sabe tão bem ter-te a dar-me um beijo, quis ter a certeza que não fugias.
- Lá estás tu. - dizia eu corando.
E deixei-me levar.
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